quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Conhecimento da Verdade produz liberdade. Jo 8.31-34


No relato de João, Jesus é apresentado constantemente como a Luz de Deus que ilumina o mundo. Cristo não é apenas um homem iluminado; pois Ele mesmo é a Fonte e o Agente que propaga a Luz das Verdades Divinas sobre toda a escuridão das mentiras terrenas.

O texto em questão nos revela a maravilhosa intenção de Deus para com a humanidade: Plena Liberdade.
E esta gloriosa revelação emana das palavras de Cristo como que um intenso fleche de luz permeando as janelas dos porões das consciências dos homens, iluminando toda a escuridão que os impede de enxergar que as verdadeiras cadeias e cárceres se encontram nas profundezas de suas almas.

Neste diálogo com os judeus, é revelada a 'bengala' de apoio daqueles homens que os sustentavam em sua falsa concepção de liberdade, a qual se baseava simplesmente em sua religião e cultura [Filhos de Abraão]. Os homens ao qual Jesus aqui lança a luz da Sua Palavra representam não só o povo de Israel, mas toda a humanidade caída e aprisionada pelo pecado. E para que a verdadeira liberdade seja implantada, é preciso retirar a falsa. E foi isso o que o Senhor fez, abalando os alicerces das convicções que os sustentavam em sua profunda cegueira e comodismo.

Como aqueles judeus, estamos acostumados a ver as coisas mais importantes da vida usando uma lupa, enxergando a micro-situação e não a plena realidade de nossa condição. Como aqueles judeus não conseguiam compreender que mesmo sendo possuidores de conhecimento e convicção em sua religião e crença, como aprenderam desde o berço [que era a única verdadeira no mundo inteiro]; não percebendo que estas coisas não eram suficientes para conferi-los Plena Liberdade; assim também somos nós em nossas próprias cosmo visões. Um exemplo claro de falsa liberdade são os muitos que desfrutam de palácios, carros luxuosos e uma vida material esplendorosa, mas são verdadeiros prisioneiros dos cárceres do pecado, frustrados e ilhados pelos medos e infortúnios emocionais, etc.
Não conseguimos observar que nossas menores escolhas estão manchadas e corrompidas. Não percebemos que ainda as mais belas atitudes sociais estão, no íntimo, contaminadas pelo mofo das celas sombrias e enclausuradas das prisões da alma humana.

A Palavra de Cristo nos mostra que Ele veio comunicar a verdadeira Liberdade (se permanecerdes em minhas Palavras); permanecer na Palavra de Cristo significa não ter medo de ver o que a Luz de suas palavras nos pode revelar; somente Suas Palavras é que podem iluminar o nosso íntimo e nos fazer perceber que definitivamente não somos Livres, mas sim criminosos por natureza vivendo em um mundo com muitas opções de fazer o que é errado e as vezes até de maneira que pareça certo. Esta é de fato a verdade que passamos a conhecer, a de que se ainda que tenhamos o melhor dos advogados de defesa para nos livrar da justa condenação, não seríamos absolvidos de nenhum dos nossos crimes, pois sabemos que as leis de Deus são absolutamente mais elevadas em seus padrões comparadas às leis dos legisladores humanos e que Deus não apenas as transmitiu aos homens, como Ele também é o Justo Juiz que julga com perfeita retidão.

Logo, permanecer na Palavra de Cristo significa conhecer e continuar conhecendo a nossa profunda necessidade de um Salvador, pois somente a Luz divina ilumina nosso ser de maneira que fiquemos convencidos de que não há nenhum caminho de fuga, nenhum artifício eficaz, nenhum método seguro, nenhuma segurança que brote de nós mesmos, de que seremos absolvidos de nossos todos os nossos crimes.
Mas que a justiça de Cristo nos é transferida Pela Graça de Deus, motivada por Seu Imenso amor, e abraçada pela Fé nesta obra redentora realizada por Seu Filho.

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